Pedalando pelo Sul de Santa Catarina

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Aceleradas desnecessárias, carros cantando pneus, finas em estradas nas quais caberiam tranquilamente 3 carros lado a lado. Já estávamos mesmo ficando mal acostumados com a tranquilidade de pedalar na rodovia e no litoral norte de SC quando então atravessamos a linda nova ponte de Laguna. Pensamos em cortar um trecho do caminho por dentro de Capivari do Sul, mas isso foi um tremendo erro. Não sei o que aconteceu depois da ponte, mas parece que todo o trânsito ficou meio caótico, então voltamos correndo para a rodovia para evitar os vários Mr. Wheeler de Capivari e Tubarão.

Na verdade, nem deveríamos ter feito esse trecho pela ponte. A nossa intenção era seguir de balsa por laguna e seguir pela rodovia do farol de Santa Marta. Infelizmente tivemos a equívoca informação de que essa rodovia ainda não havia sido asfaltada, sendo praticamente toda tomada por areia. Isso seria péssimo para pedalar e, como já conhecíamos o farol, acabamos optando por seguir pela BR 101 mesmo.

De volta à BR101 fomos parados por um motorista em uma das saída da rodovia. Tratava-se do Fernando, um policial rodoviário que também é cicloturista. Ele seguia para uma reunião e nos viu passando, então fez o retorno e voltou para conversar um pouco conosco. Ele nos deu seu telefone e ofereceu apoio para o que fosse necessário durante nossa travessia pelas rodovias federais próximas. Muito bom, nos deixou mais tranquilos para seguirmos nossa jornada.

Em Jaguaruna optamos por tentar alguma hospedagem próxima à rodovia. Logo após a entrada da cidade passamos por um pequeno restaurante de estrada chamado Tenda do Tiba. Buscamos falar com o proprietário (certamente seria o tal do Tiba) e pedir permissão para acamparmos nos fundos do seu restaurante. Seria nosso primeiro acampamento fora de um local próprio para isso. Quem nos recebeu foi o Gilberto (vulgo Tiba), nos cedeu um espaço seguro para montarmos a barraca e o banheiro com chuveiro quente e tudo. Acabamos ainda descobrindo que nossa barraca era maior que o imaginado. Conseguimos colocar o bike trailer e as bikes na varanda!! Pouco prático, mas pelo menos dormimos mais tranquilos.

No dia seguinte rumamos em direção a Araranguá, onde um Warm Shower nos esperava. Tratava-se do Gerson e da Jaque, indicação dos amigos Pela Vida Afora e do Israel Coifmann. Mesmo após um longo dia de pedal, suados e nada cheirosos, chegamos ao destino e fomos recebido com um caloroso abraço da Jaque. Isso já foi uma grande recompensa. Difícil foi fazer a Frida aceitar o contato com a Cuca e a Pretinha, as cadelinhas da família. Mas nada que o tempo não resolvesse. No segundo dia já estavam todas se tolerando.

Ficamos duas noites na casa deles, com direito a jantar em família, macarrão caseiro com galinhada, vinho, música ao vivo (o Gerson toca violão bem demais!!!) e um novo amigo de estrada. Conhecemos o Quincas Avelino, da Cicloteca, que também estava hospedado na casa. Foram ótimos momentos e pudemos recuperar bem as energias para cruzar a fronteira do RS.

Quincas, Milka, Gilli, Jaque e Gerson

Não sabemos se houve um esforço excessivo nos dias anteriores, mas na noite anterior à saída de Araranguá a Milka sentiu algumas dores estranhas em um dos joelhos. Ficamos um pouco preocupados, mas acreditamos que pudesse ser apenas uma dor passageira. E com essa esperança, seguimos adiante.

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